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10 dicas para memorizar o que estudou

Não é errado afirmar-se que memória e inteligência são essencialmente a mesma coisa. E eu explico por quê: a função intelectual só é possível a partir das informações que temos registradas na memória. Ninguém consegue pensar sobre o que não sabe, no entanto, consegue pensar muito bem se tiver “armazenadas” boas informações a respeito do assunto. Deu pra entender?

Importante: raciocinar nada mais é do que “comparar informações que temos na memória”. Assim sendo, pode-se afirmar, com segurança, que todo raciocínio é uma comparação, seja ela entre dados isolados, conceitos, procedimentos, etc.

Todos nós sabemos, entretanto, que é tão fundamental “aprender” quanto “lembrar” daquilo que se aprendeu, não é mesmo? Sem “lembrar” das coisas que estudamos, toda esta aprendizagem perde o seu valor prático e não nos serve para nada. Por isso mesmo, a maneira de aprender é decisiva.

Se você tenta memorizar amontoando informações, desordenadamente, terá dificuldades de lembrar. No entanto, se você “associa” as informações, terá mais facilidade para recuperá-las na memória. Para facilitar essa “lembrança”, todavia, existem diversas técnicas agrupadas numa ciência bastante interessante chamada Mnemotécnica (ou Menmônica) que já era praticada pelos antigos gregos, pelos fenícios, árabes etc. O que a ciência moderna fez foi, simplesmente, recuperar e adaptar tais técnicas para a nossa realidade cultural.

Um exemplo: se você tem dúvida se sargento se escreve com G ou com J, pode memorizar simplesmente associando “SARGENTO” com “GARCIA” (aquele conhecido personagem dos filmes do Zorro). Você poder fazer o desenho dessa informação.

Feito isso, basta colar este “desenho” na mesa onde você estuda ou trabalha, e deixar lá por alguns dias. Você nunca mais esquecerá.

Você vai gastar pouco tempo para fazer esse desenho, bem menos do que gastaria se usasse os métodos convencionais de memorização.

Há também outros aspectos importantes que devem ser considerados. Por exemplo:

As pessoas costumam ler livros didáticos ou apostilas de forma desordenada, muitas vezes até alucinadamente, afinal elas “precisam aprender” e acham que lendo depressa reterão mais informações. No entanto, isso é um erro grave. Em vez de agir assim, faça desta forma:

1. Só comece a estudar quando estiver relaxado. Não adianta estudar estando ansioso. Tome um refresco de maracujá ou um chazinho suave de erva-cidreira. Só então pegue no livro.

2. Divida o tempo que você vai gastar na leitura em blocos de, no máximo, 6 minutos. Enquanto lê, vá circulando as informações importantes e ligando-as por setas coloridas. Como se estivesse “brincando de estudar”.

3. A cada 6 minutos, pare uns 2 minutos. Levante-se, ande um pouco, converse com alguém. Só depois continue a leitura.

4. Não se preocupe em memorizar nada. Isso só fará aumentar sua tensão. Simplesmente vá lendo e circulando as informações importantes.

5. A cada meia-hora, pare por uns cinco minutos. Dê uma relaxada.

6. Recomece voltando ao início, passando os olhos pelas informações assinaladas e vá fazendo (numa folha de papel em branco) um mapa mental. Faça o mais colorido e expressivo que puder. A qualidade do seu desenho vale pouco; o que vai valer é o ato de “desenhar as informações”. Isso facilitará muito o trabalho da memória.

7. Cole esse mapa na sua mesa ou na parede. Deixe-o lá por alguns dias e dê uma passadinha de olhos nele sempre que puder, porém, bem naturalmente.

8. Se pretende continuar lendo por mais de meia-hora, divida o tempo em blocos assim como descrito acima.

9. Não ultrapasse duas horas contínuas de leitura. Lembre-se de que nosso cérebro esgota com facilidade quando submetido muito tempo a uma mesma operação. Se, contudo, for muito necessário, a cada duas horas dê uma paradinha de 15 minutos; ouça música, tome um suco, divirta-se um pouquinho.

10. Lembre-se de que “correr para aprender” não é “acelerar a aprendizagem”.

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